
O fotógrafo Roberto Higa, autor de várias imagens históricas em Mato Grosso do Sul, e o advogado Tiago Pitthan, que emocionou o Brasil ao antecipar o próprio velório para participar da despedida celebrando a vida, em Campo Grande, são exemplos de pacientes com indicação de cuidados paliativos. Ambos receberam diagnósticos de câncer terminal.
Mas cuidados paliativos não são sinônimo de morte próxima. Algumas pessoas precisam deles também para lidar com os sintomas de uma doença grave ou crônica, de forma a manter a qualidade de vida e receber apoio durante todo o tratamento.
Câncer de Roberto Higa volta e família anuncia cuidados paliativos
Música vira abraço e irmão canta para Maria em cuidados paliativos
Nesta quarta-feira (8), a SES (Secretaria Estadual de Saúde) criou um núcleo para implantar e organizar os cuidados paliativos na rede pública. Estão previstos a formação de equipes de saúde específicas, treinamento de cuidadores e familiares e outras medidas para alinhar o atendimento hoje dado a esses pacientes, sobretudo nos hospitais, com a Política Nacional de Cuidados Paliativos — norma publicada pelo Ministério da Saúde em 2024.
A expectativa é que os pacientes possam receber um tratamento que minimize dores, seja integral, mais humanizado e que não tenha que contornar a falta de medicamentos e insumos. Outra proposta da política é reduzir a desigualdade na assistência entre diferentes regiões.
Núcleo - Em Mato Grosso do Sul, o grupo será formado por um médico paliativista e representantes da Atenção Primária à Saúde, da Assistência Farmacêutica, da Assistência à Saúde, da Saúde Digital e da Regulação estadual.
Eles deverão:
Organizar a rede básica e hospitalar para cuidar integralmente de pessoas de todas as idades;
Participar da definição de critérios de diagnóstico, articular o cuidado domiciliar;
Propor estratégias para não faltarem medicamentos e insumos;
Participar da promoção de ações voltadas ao tema, articular formações de equipes de saúde, integrar as equipes multiprofissionais e o uso da teleconsultoria;
Criar ações educativas sobre cuidados paliativos na sociedade;
Contribuir no treinamento de familiares e cuidadores de pessoas em tratamento domiciliar.