
O prefeito Marçal Filho, de Dourados, editou nesta quarta-feira (27) o decreto que declarou situação de calamidade em saúde pública no município, devido à epidemia de chikungunya. Mesmo com a alteração, a situação de emergência, instituída no dia 20 de março, permanece em vigência.
Conforme a Prefeitura de Dourados, o prefeito considerou os registros constantes nos boletins epidemiológicos municipais para revogar a calamidade em saúde pública. Os dados apontam redução sustentada da curva epidêmica da chikungunya.
Além disso, considerou-se a deliberação realizada pelo COE (Centro de Operações de Emergência) em Saúde, em reunião ocorrida na última quinta-feira (21). O debate decidiu pelo fim da calamidade em razão do atual cenário epidemiológico e da redução dos indicadores relacionados à doença no município. O decreto de revogação foi publicado em edição suplementar do Diário Oficial do município, nesta quarta-feira (27).
O COE em Saúde Pública reúne representantes do Ministério da Saúde, Secretaria de Estado da Saúde, Secretaria Municipal de Saúde, Secretaria Especial de Saúde Indígena, Conselho Municipal de Saúde, Distrito Sanitário Especial Indígena, Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil, Defesa Civil Estadual e Defesa Civil Federal.
Segundo o Informe Epidemiológico desta quarta-feira (27), houve queda no volume de leitos ocupados por pacientes em razão de complicações da chikungunya. No período mais grave da doença, o COE chegou a contabilizar 58 internações e, atualmente, há 24 pessoas internadas.
Ainda, a curva epidêmica registrou 240 notificações na 20ª semana de levantamento realizado pela Secretaria Municipal de Saúde, também indicando redução de casos em Dourados.
“O número de focos do mosquito nas fiscalizações realizadas pelos agentes de combate às endemias também tem recuado acentuadamente nas últimas semanas, mas a população precisa manter a vigilância e continuar seguindo as medidas preventivas, sobretudo de combate aos pontos com água parada nos quintais e no interior das residências”, informa o secretário municipal de Saúde e coordenador-geral do COE, Márcio Figueiredo.