
O jornal The New York Times publicou na quarta-feira (03/06) uma reportagem sobre os novos movimentos do presidente americano Donald Trump em relação ao Brasil e sua relação com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O texto conclui que ainda não está claro se as possíveis intervenções do republicano contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) podem ajudar ou prejudicar a candidatura do primogênito do ex-presidente Jair Bolsonaro nas eleições marcadas para outubro.
O periódico, um dos mais tradicionais dos Estados Unidos, reconta tudo o que aconteceu em maio na relação entre Washington e Brasília, com as visitas que Trump recebeu tanto de Lula, no início do mês, quanto de Flávio, já às vésperas de junho.
Dias após a reunião com Flávio, o republicano anunciou que classificará o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas internacionais.
A medida entra em vigor na sexta-feira (05/06), mas ainda é incerto quais impactos ela terá sobre o Brasil. Professores de relações internacionais ouvidos pela BBC News Brasil apontam que ela abre possibilidades que vão desde intervenções militares, algo que consideram improvável, até sanções financeiras a bancos brasileiros, o que veem como algo mais possível.
Fim do content
O texto do New York Times afirma que o encontro de Flávio com Trump "durou apenas alguns minutos, mas foi suficiente para demolir meses de esforços feitos para remendar os laços entre o Brasil e os Estados Unidos".
Segundo a reportagem, esses esforços partiram de ambos os lados, o que, na avaliação de um especialista ouvido pelo jornal, sugere que o governo republicano está dividido sobre como deve conduzir sua relação com o Brasil.
Uma ala da administração americana "considera o Brasil um parceiro fundamental nos esforços dos EUA para conter a influência econômica da China no Hemisfério Ocidental, mas há outro grupo que acredita que a ideologia deve ser a prioridade".